12/26/2012 1

Poucos podem ver

By Almi Junior


Trêmulo
Como os galhos lá do alto
Passo descompassado no tempo errado
Me visto de vento
Tem me visto ao vento?
Pendurado pelos varais
Que circulam o mundo todo?
E amarram minhas pernas
Em algum canto desses tantos
Em prantos engarrafados de uma noite rápida
Ontem me peguei escrevendo poesia no teto
E percebi que minhas poesias
No fundo
Vão todas pro teto
Como espasmos derramados no ar
Viram vapor e grudam no teto
Ou não
Talvez fosse só eu, inquieto
Procurando lugar pra gritar
E a poesia a me guiar
Me faz versos que só eu podia ver
Me perguntaram
"Tá fazendo o quê?"
"Poesia"
Tive a prepotência
De chamar aquela deficiência minha
De poesia
Agora acho que posso sair por aí
Fazendo poesia fantasma
Versos invisíveis
Poesias autobiográficas

One Response to “Poucos podem ver”

  1. Eu também:

    "Tive a prepotência
    De chamar aquela deficiência minha
    De poesia"

    A beleza tá na alma que sente o que passa na alma da gente, não é não? Gostei bastante.

    Milhões de beijos

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